Há uma palavra que pertence a um
reino que me deixa muda de horror. Não espantes o nosso mundo, não empurres com
a palavra incauta o nosso barco para sempre ao mar. Temo que depois da palavra
tocada fiquemos puros demais. Que faríamos
de nossa vida pura? Deixa o céu à esperança apenas, com os dedos trêmulos cerro
os teus lábios, não a digas. Há tanto tempo eu de medo a escondo que esqueci
que a desconheço, e dela fiz o meu segredo mortal.
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